2 de fevereiro de 2017

grãozinho de areia

gasto horas, às vezes, olhando o mapa, tomando consciência da minha pequenez... Uzbequistão, Turquemenistão, Tajiquistão, Quirguistão, Azerbaijão, Iêmen, Eritreia, Omã, Nepal, Burkina Faso, Chade, Togo, Gana, Benin, Uganda, Ruanda, Burundi, Zâmbia, Botsuana, Zimbábue, Papua-Nova Guiné, Comboja, Laos... tantos nomes que já esqueci... do mar vermelho ao golfo pérsico acontece o que a gente nem imagina... não tem como dar conta de tudo, eu sei. mas não é louco pensar que lá em Palau, país pequenino no meio do oceano pacífico, pulsa tantas corações, tantas dores, tantas fantasias, tantos sonhos, tantos amores, tantas guerras, tantos conflitos quanto pulsa lá na Prainha, onde nasci? a Prainha provavelmente é um lugar improvável pra quem vive nas Ilhas Marianas do Norte, ou mesmo pra quem vive no interior de São Paulo. a Rússia é tão grande que dá a impressão de caber o planeta inteiro dentro, então como não me espantar com isso?... e a gente sabe tão pouco deles! acabei de ver fotos muito impactantes de crianças brincando num rio poluído em Daca, capital de Bangladesh; ao mesmo tempo que, economicamente, o país está entre os "próximos onze". ironias que se reproduzem. cada canto com tantos outros cantos dentro, e dentro desses outros cantos há o universo particular de cada um e a luta pelos seus ideais. alguns ideais inaceitáveis e impossíveis de mudar; não posso combater a exploração de imigrantes em Dubai, o marcado negro chinês, a venda de mulheres na fronteira de Marrocos com Melilla. por outro lado, Boracay nas Filipinas tem paisagens que a gente nem sequer imagina... Ile-Alatau no Cazaquistão, Uyuni na Bolívia e o Mar Morto, também. 

é muita coisa pra sentir!....

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